A importância da música no aprendizado de crianças na Educação Infantil.
Educação Infantil
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Inclusão na Educação Infantil - Um direito de todos.
Caros colegas,
A Educação Infantil porta de entrada para a inclusão escolar é um direito garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96), onde afirma que a oferta da educação especial enquanto dever constitucional do Estado deve ter início nesta modalidade de ensino. Porém, sendo a Educação Infantil um direito de toda criança, esta não é obrigada a frequentar uma instituição, mas sempre que a família deseje ou necessite, o Poder Público tem o dever de atendê-la. Na busca dos direitos e efeitos positivos da inclusão de alunos com necessidades especiais desde a Educação Infantil, elaborou-se este projeto de pesquisa, no curso de Pós-graduação Lato Sensu em Educação Infantil, estudos necessários e relevantes para o exercício da docência nesta modalidade educacional. Constata-se que frente às grandes mudanças no mundo o cuidar e educar da Educação Infantil e os problemas do dia-a-dia mostram a necessidade de uma fundamentação teórica sólida e permanente.
Os alunos com ou sem deficiência são únicos, singulares, daí suas necessidades e especificidades não são generalizáveis, cada um é um. Assim, espera-se que a escola ao abrir as portas para tais alunos no início da sua vida escolar, informe-se e oriente-se sobre as especificidades, necessidades e instrumentos adequados para que todo aluno encontre na escola um ambiente adequado, sem discriminação, buscando a permanência, adaptação e qualidade deste ambiente escolar.
A inclusão desses alunos em classes regulares tem se mostrado um desafio para educadores, comunidade escolar, família e aos serviços de saúde. Dentro dos fatores necessários para o desenvolvimento integral desses alunos encontram-se várias barreiras, tais como: aspectos administrativos, organizacionais, espaço físico, rotinas, práticas pedagógicas, processos de formação dos educadores e acompanhamentos de profissionais da área da saúde.
Neste sentido, Vygotsky acredita na capacidade de aprendizagem de todos os sujeitos, discordando de forma impetuosa das concepções teóricas que defendiam a estagnação e a cristalização da capacidade intelectual dos alunos com deficiência. Para ele, todo o ser humano apresenta ao nascer, possibilidades do progresso intelectual, pois todos nascem com uma única capacidade: a capacidade para aprender.
Ao professor cabe o difícil papel de inventar e reinventar, criar suas próprias experiências, ter autonomia suficiente para aplicá-la e permitir que cada educando tenha ação própria. Piaget afirma que: “Fazer é compreender em ação uma dada situação em grau suficiente para atingir os fins propostos e, compreender é conseguir dominar, em pensamento, em relação ao por quê e ao como das legações constatadas e, por outro, utilizadas na ação” (PIAGET, 1970, p. 176).
O sucesso da aprendizagem está em explorar talentos, atualizar possibilidades, desenvolver predisposições naturais de cada aluno. As dificuldades, as deficiências e as limitações precisam ser reconhecidas, mas não devem conduzir ou restringir o processo de ensino. O problema crucial da inclusão não reside apenas na representação social das deficiências apresentadas pelos alunos, mas sim em posturas concretas que se verificam socialmente, ou seja, com frequência assiste-se uma práxis social limitadora, subjugadora e castradora dos potenciais humanos e funcionais das pessoas e dos próprios alunos. Por isso, cabe aos educadores desenvolver e proporcionar a aquisição de uma maior autonomia pessoal e social a seus alunos, buscando o crescimento e desenvolvimento dos alunos, sua continuação e crescimento no âmbito escolar e pessoal.
O professor é o mediador no contexto da inclusão escolar, mas em uma sociedade inclusiva, as famílias de pessoas com deficiência devem estar presentes em todos os momentos, participar as decisões, fazer valer os seus direitos e lutar por melhores condições de vida para todos. A relação dos profissionais com os familiares deve ser de cooperação, juntos na direção do atendimento às necessidades especiais dos alunos. Os objetivos a serem alcançados e as decisões a serem tomadas devem ser discutidos entre todos os envolvidos.
As propostas curriculares, o cuidar e o educar da Educação Infantil devem reconhecer e valorizar os alunos em suas peculiaridades étnicas, de gênero, cultura, precisam partir de suas realidades de vida, de suas experiências, de seus saberes e são tramadas em redes de conhecimento que superam a tão decantada sistematização do saber. O professor, o ambiente escolar e as atividades devem liberar e emancipar, dando-lhe espaço para pensar, brincar, decidir e redigir suas tarefas, segundo seus interesses e possibilidades, contemplando e acolhendo a todos.
O aluno com deficiência é uma provocação para a transformação e melhoria do ensino escolar como um todo. Novas práticas pedagógicas proporcionam benefícios escolares para que todos os alunos possam alcançar os mais elevados níveis de ensino, independência, atendendo às diferenças, beneficiando a todos com o convívio e crescimento na pluralidade, rompendo barreiras e construindo caminhos diferentes para uma educação inclusiva. Como ressalta Paulo Freire (1996): “Não existe saber mais ou saber menos, existem saberes diferentes”. Ou seja, cada um aprende de forma diversa do outro. O “saber” de um é diferente do “saber” do outro.
A Educação Infantil marcada pelo desenvolvido das aquisições linguísticas, atitudinais, afetivas, sociais e psicomotoras, modalidade de ensino em que as crianças interagem com muito mais liberdade, sem a preocupação permanente de ter um currículo rígido a ser cumprido. Mas, sim com o brincar e aprender partindo deste pressuposto considerando a arte de educar e cuidar, características inerentes da raça humana e que se busca desde a Educação Infantil a interação dos educandos portadores de necessidades especiais com os demais colegas, mediante as ações pedagógicas, brincadeiras, jogos no sentido de integrar e apoiar passo a passo os alunos no desenvolvimento das atividades propostas.
As crianças precisam brincar, independente de suas condições físicas, intelectuais ou sociais, pois a brincadeira é essencial a sua vida. O brincar alegra e motiva as crianças, juntando-as e dando-lhes oportunidades de aprender, trocar experiências ajudarem-se mutuamente, construindo assim, estratégias de desenvolvimento humano, aprendizagem e personalidade, com reflexos positivos sobre todo o processo de aprendizagem posterior.
Propõe-se uma revisão conceitual da representação construída ao longo de muitos anos da pessoa portadora de deficiência. A deficiência é uma situação de vida que, ainda que constituindo um estado permanente, necessita do educador um novo fazer pedagógico, diferentes dinâmicas e estratégias, complementação, adequação e suplementação curricular de acordo com as necessidades desses educandos.
Sabe-se que o conhecimento é uma rede de significados que as pessoas entrelaçam de acordo com seus interesses para a realização de seus projetos e qualquer trabalho torna-se sem sentido se não houver um objetivo a ser alcançado. Sem objetivos, mesmo que haja acesso às informações, ocorre que muitas vezes não se sabe o que fazer com elas e assim, não se forma o conhecimento. As atitudes e as expectativas positivas do professor exercem fortes influências no desenvolvimento dos educandos, principalmente no que diz respeito à educação infantil que atende crianças de 0 a 6 anos de idade.
A inclusão cresce a cada ano e, com ela, o desafio de garanti uma educação de qualidade para todos. Na escola inclusiva, os alunos aprendem a conviver com a diferença e se tornam cidadãos solidários. Os debates constantes, a divulgação de experiências bem-sucedidas e a conscientização crescente sobre o que dizem as leis têm se refletido positivamente nas estatísticas educacionais.
Entretanto, a educação precisa rever seus conceitos e seus métodos de atuação, pois a teoria sobre este tema no papel, artigos e livros é útil, eficaz, porém as dificuldades encontradas nas salas de aulas desafiam os educadores a ir muito além de todas as suas limitações à busca de melhorias no processo ensino-aprendizagem. Portanto, cabe aos educadores a consciência de que a educação passa por sérios problemas sejam estes sociais, psicopedagógicos, materiais, físicos, estruturais, arquitetônicos e baixos salários, mas a busca por um mundo melhor não pode ser apenas um sonho e, sim, uma luta. Como diz Paulo Freire (1988): “O ensino não é uma ciência, uma técnica, indústria ou comércio, é uma arte”.
*Joelma Silva dos Santos possui Licenciatura Plena em Letras (Português ,Espanhol e Literatura), Licenciatura Plena em Pedagogia Educação Infantil e Séries Iniciais, Pós- Graduação em Leitura e Produção Textual e é professora de Língua Portuguesa na Escola Professor José Clair de Almeida Piegas em Maçambará, RS.
Prezados colegas Pedagogos,
Hoje participei de uma palestra enriquecedora sobre o autismo e a síndrome de experger.
Várias pessoas não sabem do que se trata e portanto, a ignorância, prejudica o desenvolvimento da criança que tem essas síndromes.
O que é Autismo?
O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afeta seu convivio social.
O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.
Existe também o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade, referir-se a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preencher todos os critério de diagnóstico. O autismo atípico surge mais freqüentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento da recepção da linguagem.
Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (=conjunto de sintomas) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.
Leo Karnner foi o primeiro a classificar o autismo em 1943, logo após em 1944 Hans Asperger pesquisou e classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo.
COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
(Segundo a ASA)
| USA AS PESSOAS COMO FERRAMENTAS | RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA | NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS | APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS |
| NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL | AGE COMO SE FOSSE SURDO | RESISTE AO APRENDIZADO | NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS |
| RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS | RESISTE AO CONTATO FÍSICO | ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA | GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA E PECULIAR |
| ÀS VEZES É AGRESSIVO E DESTRUTIVO | MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO |
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